Figura Histórica · FIDEL CASTRO · 1999-01-01

Discurso diante do grupo de crianças que custodiaram a Repartição de Interesses dos Estados Unidos em Havana, por motivo da marcha de reivindicação do menino Elián González, no Círculo Social José Antonio Echeverría(enriquecido com alguns detalhes adicionais do próprio autor)

obra-escrita

Trecho do texto

PRIMEIROS 2000 CARACTERES

Não gostaria de falar muito, mas algumas coisas quero dizer-lhes; apesar de que não temos muito tempo nestes dias, devemos trabalhar e lutar continuamente. Vocês sabem por que estão aqui, não é verdade? (Exclamações de Sim!) Claro que sabem. Vocês sabem que uma criança como vocês, menor que vocês, porque acaba de completar seis anos e vocês, que estão na quarta, quinta e sexta séries, têm mais idade do que Eliancito que está seqüestrado lá nos EUA. Vocês ouviram pronunciamentos, lhes explicaram o que aconteceu e eu não tenho que repetir aqui; mas imaginem por um segundo que levem a qualquer um de vocês, que tenham uma desgraça, uma tragédia como a que sofreu esse menino que perdeu a mãe, como conseqüência da hostilidade dessa nação, do governo desse país poderoso que estimula as viagens ilegais, sem importar-se que morram crianças, morram mães, morram mulheres. O Nosso país não coloca limites para aquelas famílias que queiram emigrar. Eles concedem um número de vistos todos os anos, porque sempre existem pessoas que sonham mudar-se para outro país e como esse é um país que sempre saqueou o mundo, continua saqueando o mundo, explora o mundo, possui muitas riquezas e pode ter muita gente pobre aí trabalhando para eles, milhões de mexicanos, de haitianos, de dominicanos e de muitas outras nações fazendo os trabalhos mais duros; se é preciso cortar cana ou colher tomates ou frutas, eles utilizam imigrantes desses países para que realizem as atividades físicas mais difíceis e sacrificadas. Vocês sabem que nosso país e qualquer país justo distribui a riqueza entre todos. Num país justo não existe o egoísmo e eles se aproveitam de que há alguns muito pobres para que esses aceitem os piores trabalhos sem receberem nenhum benefício social, atendimento médico, educação; o que recebem é exploração, os obrigam a trabalhar para os ricos. Quando vocês, as crianças, vão, um dia realizar alguma atividade ou um estudante secundário vai para o campo e colhem tomates, vegetais,

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