Figura Histórica · FIDEL CASTRO · 1999-01-01

Parte relacionada com o caso do menino Elián González da entrevista concedida a Andrea Mitchell, correspondente principal de política exterior da cadeia de televisão NBC-News, na Escola Latino-Americana de Ciências Médicas

obra-escrita

Trecho do texto

PRIMEIROS 2000 CARACTERES

Andrea Mitchell - Anteriormente, estivemos conversando sobre o menino que permanece nos EUA, sobre o dano que se lhe pode causar. O senhor me dizia que quanto mais tempo permaneça ali, isto pode alterar sua personalidade. Quais são suas preocupações a respeito deste assunto? Fidel Castro - Uma das coisas que mais tem comovido o povo é a idéia de que encheram este menino de brinquedos sofisticados; puseram-no, inclusive, num avião de brinquedo para ser piloto dos Irmãos ao Resgate; lhe deram roupas e camisetas com emblemas da famosíssima Fundação Nacional Cubano Americana, que em todo caso não será nacional, será binacional, porque é composta por ex-cubanos e por um determinado número de norte-americanos. Feriu muito, muito a nosso povo. Anteontem, li nos telex que o jovem Mas Santos, que não sei se será santo, mas é inquestionável que ingênuo e ademais insolente com o Presidente dos EUA, levou o menino para tratar de entrar com ele no banquete de arrecadação de fundos eleitorais presidido por Clinton. Para um povo que tem cultura política é sumamente ofensivo o fato de que se tome ali a um menino, nada menos que por ele que é presidente dessa Fundação que foi criada faz uns quantos anos pelo governo dos EUA com fins específicos e que pratica, inclusive, o terrorismo. Levar o menino a esse banquete de arrecadar fundos para um partido político é realmente o cúmulo. Sei que, por exemplo, a família em Cuba, o pai do menor, ficou mais de 48 horas sem falar com o menino, porque primeiro o estavam vestindo e preparando para o banquete de arrecadação de fundos e depois, domingos e segunda-feira, o levaram a Disneylândia, para fotografá-lo com todos os objetos da fantasia e pernoitar ali, numa cabana. Nessas 50 horas, a família não pode falar com o menino, só conseguiu fazê-lo ontem à noite e as conversas estão controladas, racionadas e sob pressão. Essas coisas irritam e têm trazido preocupação a destacados cientistas, psicólogos, especialistas em psicologia infantil,

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