Político · BOLSONARO · 2016-12-20

Solidariedade ao Pastor Silas Malafaia, alvo de mandado de condução coercitiva em operação da Polícia Federal. Denúncia de prática de abuso de autoridade contra o orador pela magistratura brasileira.

BREVES COMUNICAÇÕES

Trecho do texto

PRIMEIROS 2000 CARACTERES

O SR. JAIR BOLSONARO (Bloco/PSC-RJ. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, ninguém é mais vítima de abuso de autoridade neste País do que eu. O meu voto foi discordante do Deputado Sóstenes Cavalcante num dos dispositivos de que tratamos aqui da proposta das 10 Medidas contra a Corrupção. E a discordância foi basicamente por causa da oportunidade. Eu sou favorável, sim, a que nós criminalizemos o abuso de autoridade. Só que, naquele momento, prezado Deputado Sóstenes, o meu entendimento era o de que alguns nesta Casa estavam procurando na verdade se blindar de possíveis ações que ainda estão em andamento na Operação Lava-Jato. Lá atrás, eu fui vítima quando fui acusado de racismo. Era uma questão muito simples: a fita bruta comprovaria que a minha declaração, no programa CQC, não correspondia à pergunta feita pela cantora ou artista Preta Gil. Mas, por 3 anos, deixaram-me sangrando no Supremo Tribunal Federal. Depois, uma questão de crime ambiental. A data e a hora da autuação eram quase coincidentes com as de uma certidão que consegui nesta Casa, na qual constava o registro no painel eletrônico de votação. Mas fiquei 2 anos sangrando. No momento, sofro uma ação no Supremo por apologia ao estupro. O que me faz falar sobre isso agora é a questão relativa a Silas Malafaia. Quem não gosta dele, paciência. Eu estou analisando o caso Silas Malafaia em função de um fato. Não interessa o seu comportamento, a sua vida. Levando em conta o fato em si, foi, sim, abuso de autoridade. A exposição pública do nome dele, através de uma condução coercitiva - e em nenhum momento ele havia tomado conhecimento de que poderia depor -, é abuso de autoridade. Não há a menor dúvida. Então, quero prestar a minha solidariedade ao Pastor Silas Malafaia. Por último, pergunto : por que sou réu no Supremo? Abuso de autoridade por parte da Sra. Ela Wiecko, Subprocuradora-geral da República, que esperou uma saída de Rodrigo Janot para, pessoalmente, pegar um pedaço de papel, um

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