Político · GLEISI HOFFMANN · 2023-07-05

Pedido ao Presidente do Senado Federal, Senador Rodrigo Pacheco, por partidos políticos, de investigação da política monetária e das taxas de juros adotadas pelo Banco Central do Brasil.

BREVES COMUNICAÇÕES

Trecho do texto

PRIMEIROS 2000 CARACTERES

A SRA. GLEISI HOFFMANN (Bloco/PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, eu quero aqui reforçar a fala do Deputado Emanuel Pinheiro Neto. Nossa luta agora na arena econômica é contra os juros abusivos. Hoje, nove partidos protocolaram, diante do Presidente do Senado da República, uma petição de investigação da política monetária nacional e da responsabilidade do Presidente do Banco Central em relação à manutenção das exorbitantes taxas de juro em nosso País. Não há justificativa para termos uma taxa de juros de 13,75%. A inflação dos últimos 12 meses é de 3,40%, quando a meta a ser perseguida pelo Banco Central é de 3,5%; o câmbio está controlado; o dólar vem caindo. Todos os indicadores da área econômica são positivos, mas os juros continuam estratosféricos. O Brasil é o país que tem a maior taxa de juros. O México tem a segunda maior, mas sua taxa é menos da metade da nossa. Nossa taxa vai impedir a atividade econômica brasileira e vai ter consequências sérias para a vida do nosso povo. Na petição, nós pedimos a investigação da política monetária por ela estar desconectada da realidade: a inflação está caindo, nós estamos com o dólar e o câmbio controlados, e o juro continua em 13,75%. Isso não está de acordo com o que indicam os princípios da administração pública e precisa ser investigado para se saber o que está acontecendo. O comunicado do Banco Central é contraditório com a ata do COPOM que saiu depois. Também pedimos a apuração da responsabilidade de Campos Neto e do próprio Banco Central, porque há demora no cumprimento adequado e tempestivo do controle da inflação. Ele está lá há mais de 2 anos, ou quase 2 anos, e já teve que fazer duas justificativas, por não ter atingido a meta da inflação nem ter perseguido o pleno emprego, muito menos o desenvolvimento da atividade econômica. Há insuficiência na gestão do Banco Central, e a lei complementar que lhe deu autonomia diz que, em caso de insuficiência de gestão, os diretores têm que ser afastados. O

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